Por Larissa Castro
É inacreditável até que ponto chega um profissional de televisão em busca de audiência. São tantas as discussões sobre ética e falta de limites, mas infelizmente a cada dia que passa vem uma nova decepção para quem trabalha no ramo.
Falamos de falta de qualidade para o telespectador, de overdoses de assuntos e superexposição de imagens. Debatemos com freqüência a qualidade do conteúdo apresentado nos programas de variedades e telejornais e a briga entre as emissoras não é nenhum segredo. Mas o que assisti hoje foi lamentável. Não consigo encontrar palavra melhor para demonstrar tanta indignação.
Uma briga de repórteres de emissoras concorrentes ao vivo. Ou melhor, a situação não pode ser chamada de briga, mas sim uma falta de ética e postura incontestável por parte da repórter e principalmente do apresentador da Record.
Fica visível que as duas emissoras marcaram entrevista com o secretário de Minas e Energia e ficou combinado que ele atenderia ao vivo primeiro e rede Globo e depois a Record. O critério usado pelo assessor não dá para discutirmos. Normalmente as marcações são feitas conforme a ordem do pedido ou o horário do jornal. Ele pode sim ter privilegiado uma das emissoras, mas isso não vem ao caso.
O fato é que a Record entra ao vivo antes do horário combinado e o apresentador instiga a repórter a “roubar” o entrevistado da repórter da Globo. Claro que o assessor de imprensa não permite tal atitude e ainda por cima é crucificado pelo apresentador.
O pior, o vídeo foi postado na rede com títulos que variam de “Globo impede Record de entrevistar o secretário de Minas e Energia” até “Record é humilhada ao vivo pela rede Globo”. A atitude dispensa comentários. Para quem teve a oportunidade de ver acompanhe na íntegra a entrada ao vivo no programa “Hoje em dia”.
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